quinta-feira, 17 de junho de 2010

QUE VERGONHA RAPAZES!

2 Julho . 21h45

A melhor forma de definir Que Vergonha Rapazes é pela negativa: não é uma peça de teatro, apesar de, no palco, um actor interpretar textos; não é um recital ou uma declamação pública de poemas, apesar de se ouvirem as palavras de Bocage, Mário-Henrique Leiria, Cesariny, Alberto Pimenta, Alexandre O’Neill, Miguel Esteves Cardoso entre muitos outros; não é um espectáculo de variedades, apesar de uma pessoa falar a partir do que escreveu uma outra quantidade de pessoas para uma nova quantidade de pessoas ouvir. No fundo, “Que Vergonha Rapazes” tem tudo a ver com “palavras, palavras, palavras”. Estas palavras fazem-nos rir, mas também ranger os dentes; foram extraídas de uma antologia do humor português (organizada, em 2008, por Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos). Tudo se mistura para se transformar num espectáculo que só mesmo em cena se irá perceber o que é.
M/16 anos
Direcção e Interpretação - Miguel Guilherme
Textos - a partir de antologia do humor português organizada por Nuno Artur Silva e Inês Fonseca Santos
Produção - UAU
Bilhete: 10.00€

O PLANO ATRAVESSADO




A Câmara Municipal de S. João da Madeira e a Fundação de Serralves convidam V. Exa. para a inauguração da exposição “O Plano Atravessado”, obras da colecção da Fundação de Serralves, que decorrerá no próximo dia 1 de Julho de 2010, pelas 18h30, nos Paços da Cultura de S. João da Madeira.
A presente exposição estará patente até ao dia 30 de Setembro de 2010.

Período de forte agitação politica e cultural, os anos 60 colocaram em questão os valores tradicionais da arte. Associados a uma incerteza epistemológica e estética consagraram a experimentação como regra do “fazer o que não tinha sido feito”. Neste período a pintura portuguesa ficou marcada pelo trabalho de uma geração de jovens artistas que então emergia. Atentos a uma necessidade de ruptura com o conhecido, procurando alternativas, ultrapassando as regras instituídas, estabeleceram caminhos para o novo, redefinindo a pintura então produzida.
Na presente exposição intitulada “O Plano Atravessado”, constituída por obras de artistas portugueses desta geração provenientes da colecção da Fundação de Serralves e de outras colecções privadas ou institucionais que aqui se encontram em depósito, delineamos um percurso, artista a artista, no qual o espectador é convidado a descobrir as novas soluções apontadas e percursos traçados. A ruptura com a bidimensionalidade da pintura, a ruptura com os limites da moldura, o estabelecimento de oposições simples e dicotómicas na geometria do quadro, no plano da composição e da cor, a reinvenção da pintura através da irrupção da escrita e de códigos semióticos, as referências da arte concreta, op, pop e minimal, os ecos transfigurados das primeiras vanguardas modernistas atravessam o plano, centrando-se quer numa autoreferencialidade da pintura quer numa sua abertura à linguagem, à redefinição da figuração e da representação.


Comissariado
João Fernandes

terça-feira, 1 de junho de 2010